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Liedson é homenageado pela FBF no intermunicipal com nome no troféu

19 Jan, 2019

Liedson é homenageado com nome permanente em troféu dos melhores do IntermunicipalÂ

Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

Aposentado dos gramados, o ex-jogador Liedson foi homenageado no evento de premiação dos melhores do Campeonato Intermunicipal 2018, nesta quarta-feira (16), no Wish Hotel da Bahia, em Salvador. Os nomes dos atletas premiados foi divulgado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF) no último mês de dezembro. Daqui para frente, os troféus destinados aos melhores da competição terão o nome do ex-atacante que fez sucesso no futebol brasileiro e português.

"Graças a Deus estou recebendo a homenagem em vida. Estou muito feliz representando a minha cidade de Valença e também todo o Intermunicipal", falou. "Quem está no Intermunicipal pode pensar também que lá na frente pode disputar uma Copa do Mundo ou, no mínimo, jogar numa seleção de qualquer país. Meu conselho para quem disputa o Intermunicipal é: Acreditem, porque tudo é possível!", disse.

A porta de entrada de Liedson no futebol profissional foi através do Intermunicipal. Ele disputou a competição pela primeira vez em 1995 pela seleção de Valença. As boas atuações renderam um convite para um teste no Poções, clube que o revelou. O sucesso no Sporting, de Portugal, fez a federação do país convidá-lo a se naturalizar e defender a seleção. Ele também disputou a Copa do Mundo de 2010 pela seleção portuguesa.

"É um orgulho para mim ter disputado o Intermunicipal. Meu primeiro Intermunicipal foi em 1995 pela seleção de Valença e eu tinha 17 anos. O Intermunicipal, para nós do interior, é como se fosse nossa Copa do Mundo. Ela hoje mudou totalmente, muitos jogadores vivem disso. Desde já faço um apelo para os clubes e não só os times do interior como também os da capital, Bahia e Vitória, possam olhar com um pouco mais de carinho para as seleções do Intermunicipal, porque tem muita gente, muitas joias para serem lapidadas, eu sei disso. Eu vim de lá. Com 21 para 22 anos, fui fazer teste no Poções sem ter passado por uma base e já de cara ser aprovado. Minha vida foi como um foguete que subiu, fui profissional por 13 anos, mas em quatro anos já jogava na Europa . Quando você está preparado para as oportunidades você consegue. Por isso que eu falo que tem que apostar mais no Intermunicipal, tem que olhar melhor", discursou.

Não é a primeira vez que o nome de Liedson é dado a um troféu do Intermunicipal. Em 2016, a taça de campeão da competição também levou o seu nome.                                                                                                                                                  por Glauber Guerra / Leandro Aragão - Bahia Noticias.

Termina dia 31 prazo p/ registro de benefício continuado no CadÚnico

27 Dec, 2018

Idosos na região central de Brasília.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O prazo para registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), obrigatório para idosos acima de 65 anos de idade e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), vai até 31 de dezembro. Segundo a Agência Brasil, beneficiários que não renovarem seu registro até a data poderão ter o pagamento suspenso até regularização, que poderá ser feita conforme calendário estabelecido pelo governo federal, com regras que variam conforme o dia do aniversário do titular.

O benefício, no valor de um salário mínimo (R$ 954), é concedido a idosos acima de 65 anos de idade e pessoas com deficiência com renda familiar de até R$ 238,50. Para se inscrever, os beneficiários do BPC devem procurar os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) ou a Secretaria de Assistência Social do município onde residem, apresentando o Cadastro de Pessoa Física (CPF), Registro Geral (RG) e um comprovante de residência. A inscrição também pode ser feita pelo responsável familiar, contanto que leve os documentos de todas as pessoas que moram com o beneficiário.

Caso não se inscreva no CadÚnico até o final deste ano, para evitar a suspensão do pagamento, o beneficiário deverá colocar sua situação em dia até o final do prazo do lote ao qual está vinculado. Nascidos nos primeiros três meses do ano, por exemplo, têm até 31 de março de 2019 para regularizar sua situação. Caso contrário, o benefício poderá ser interrompido a partir de abril.

O benefício poderá ser reativado assim que a inscrição for identificada, quando receberá o valor referente ao período de suspensão, de modo retroativo. Segundo portaria do Ministério do Desenvolvimento Social, beneficiários não inscritos no CadÚnico serão notificados sobre os prazos que devem seguir, através de comunicado emitido pela rede bancária ou por carta encaminhada pelos Correios, com aviso de recebimento (AR).

Por meio dos canais de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como o telefone 135, o beneficiário poderá informar a realização de sua inscrição no CadÚnico ou o motivo pelo qual está impossibilitado de se inscrever.

Aqueles que não realizarem a inscrição no CadÚnico dentro do prazo estabelecido e não entrarem em contato com o INSS em até 30 dias após a data do bloqueio do benefício, terão que entrar com recurso nos canais de atendimento do INSS, para que o benefício não seja definitivamente cortado.

Além do valor em dinheiro viabilizado pelo BPC, outra vantagem trazida pelo CadÚnico é a possibilidade de adesão a outros programas sociais, como a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Minha Casa, Minha Vida.                                                                                       informações: Bahia Noticias

Famílias que dependem de cubanos temem a rotina de 'órfãos da saúde'

18 Nov, 2018

Famílias que dependem de cubanos temem a rotina de 'órfãos da saúde'

Foto: Agência Brasil

Com a barriga de seis meses de gravidez, Jaqueline Teixeira Lopes, 23, aguarda a chegada da pequena Pâmela em clima de incerteza.

Moradora de Guaribas, na zona rural de Anguera (a 155 km de Salvador), ela se consulta mensalmente no posto de saúde da comunidade, seguindo o calendário do pré-natal.

Mas não sabe como fará nos próximos meses -a médica que atende no posto de saúde é uma das quatro cubanas do programa Mais Médicos que atua na cidade e deve deixar o Brasil até o final deste mês, após Cuba não aceitar as condições impostas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para renovação.

Para Jaqueline, não há segunda opção. As quatro médicas em unidades básicas de saúde da cidade são cubanas, o que faz de Anguera uma das cidades brasileiras que ficarão sem médicos na atenção básica com o fim do contrato entre Cuba e o Brasil.

Para tentar frear esse impacto, o governo federal anunciou na sexta-feira (16) que irá abrir edital para tentar convocar médicos e suprir vagas que ficaram sem profissionais.

A Confederação Nacional de Municípios afirma que 1.478 cidades possuem somente médicos cubanos em suas equipes do Mais Médicos -mas que podem ter médicos concursados ou conveniados de outros programas.

Já o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde estima 611 cidades que poderiam ficar sem nenhuma equipe médica na rede pública devido à ausência de cubanos. Em Minas Gerais, são ao menos 24 nessa situação. Santa Catarina tem outras 23 totalmente dependentes dos médicos cubanos.

A Bahia tem 850 médicos cubanos em 311 cidades. Com a saída deles, 99 municípios perderão pelo menos 50% dos médicos da atenção básica.

Outras 11 cidades baianas têm apenas cubanos na atenção básica e poderão ficar sem médicos a partir do próximo ano. Além de Anguera, a lista inclui municípios do sertão como Nova Soure e Pedro Alexandre, e do oeste baiano, como Correntina e Lajedão.

Em Anguera, cidade de 10 mil habitantes, a notícia da saída dos cubanos preocupou os moradores. Eles temem voltar ao cenário de cinco anos atrás, quando os postos de saúde não tinham médicos.

Na época, a maior parte dos habitantes tinha que enfrentar até uma hora de ônibus para buscar atendimento em Feira de Santana, a 45 km.

Moradora da zona rural de Anguera, a merendeira Sueli Gonçalves, 52, diz depender das médicas para tratamento de sua mãe, que sofre de diabetes e mal de Alzheimer.

"Elas vão sempre lá na roça para acompanhar minha mãe. Não sei como vai ser sem elas", afirma Sueli, que criticou Bolsonaro: "Ele está fazendo coisa errada. Mas Deus não vai deixar que nossas médicas vão embora", diz.

Vizinha de Sueli, a dona de casa Aurelina Oliveira, 47, faz tratamento de hipertensão e relembra das dificuldades por falta de médicos na cidade: "A realidade é que a maioria dos médicos estão em Salvador e não querem vir para cá", diz.

A presença das médicas também é fundamental para as gestantes da cidade.

A dona de casa Simone Lima Ferreira, 22, teve o filho Samuel há apenas sete dias e realizou todo o pré-natal no posto de saúde do bairro, na zona urbana de Anguera.

"A gente não entende o porquê de elas irem embora. Fico triste porque sempre foram muito atenciosas com a gente", afirma Simone.

Em 2016, quando venceu o contrato da primeira leva de médicos cubanos que foram para a cidade, os moradores fizeram uma festa de despedida. "Foi um chororô danado", lembra Rogério Brito, 55, coordenador de uma rádio comunitária da cidade.

Das quatro médicas que atualmente atendem na cidade, duas criaram vínculos familiares em Anguera. Uma delas casou-se com o dono de um mercadinho.

A secretária municipal de Saúde de Anguera, Karine Ramos, diz que a saída das profissionais cubanas do Mais Médicos deixará a cidade desassistida. E cobra celeridade do governo federal na solução do problema: "Sem as médicas, será um impacto terrível".

A situação é semelhante em outras pequenas cidades do país. Segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), 35% dos médicos cubanos que atuam no Brasil estão em municípios em que 20% ou mais da população vivem em situação de extrema pobreza.

É o caso de Lamarão (a 188 km de Salvador), que tem o 9º pior PIB (Produto Interno Bruto) per capita entre os 417 municípios baianos. Três dos quatro médicos de lá são cubanos e devem deixar a cidade nas próximas semanas.

Já em Nova Soure, que também fica no sertão da Bahia, são apenas quatro médicos --todos cubanos-- cuidando da atenção básica da cidade, que tem 25 mil habitantes. "Uma atenção básica forte impede que esses pacientes cheguem até a média e alta complexidade. Sem médicos nos postos de saúde, vai passar a existir uma procura enorme no nosso hospital que é de pequeno porte", afirma o secretário de Saúde de Nova Soure, Ernesto da Costa Lima Júnior.

Sem opção de atendimento, os moradores da cidade terão que se deslocar até Ribeira do Pombal, a 50 km : "É um custo para a cidade e um risco para os pacientes", afirma.

A distribuição dos médicos cubanos aponta ainda que pelo menos 10% dos inter cambistas estão em regiões de vulnerabilidade, caso do semiárido, Vale do Ribeira (SP), Vale do Jequitinhonha (MG) e Vale do Mucuri (MG). Outros 6,5% estão nas cem cidades com mais de 80 mil habitantes que têm níveis baixos de receita per capita e alta vulnerabilidade social.

Estão nessa lista grandes centros como Carapicuíba (SP), Belford Roxo (RJ), Cariacica (ES), Vespasiano (MG), Feira de Santana (BA), Caruaru (PE) e Altamira (PA).

As capitais e regiões metropolitanas também concentram boa parte dos médicos cubanos --16,8%. Em São Paulo são 73 cubanos; 45 no Rio, 21 em Brasília e 15 em Fortaleza.

Há ainda uma pequena porcentagem de médicos cubanos dedicada ao cuidado da população indígena, 3,5% do total, mas com reflexo imediato em determinados estados. Na Bahia, 17 das 18 comunidades indígenas são atendidas pelos médicos inter cambistas e ficarão desassistidas.

Presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia, Stela Souza defende uma solução negociada para amenizar o impacto da saída dos médicos: "Temos que encontrar um caminho menos doloroso", afirma.

A decisão do governo de Cuba de chamar seus médicos de volta foi atribuída a posicionamentos de Bolsonaro, que questionou, entre outros pontos, a qualificação dos médicos cubanos e manifestou a intenção de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas e contratação individual.

                                                                                                                                  por João Pedro Pitombo e Carolina Linhares ¦ Folhapress (Bahia Noticias)

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